sexta-feira, 6 de outubro de 2017

SOBRE PUCÓN – CHILE:


Um dos lugares mais apaixonantes que já conheci, fiquei encantadíssima com a cidade, que é muito fofa, acolhedora, pacata, charmosa, cheia de belezas naturais, com diversas atividades, cultura e história.
Apesar de ter o Vulcão Villarica ainda ativo, logo ali, os habitantes da cidade parecem não se importar com isso e vivem um dia de cada vez, todos muito calmos, simpáticos e com suas atividades totalmente voltadas para o Turismo.
Disse que Pucón é um lugar calmo, pois conheci a cidade em agosto, com muito frio e neve, pelos relatos que ouvi, parece que no verão a cidade ferve, é o período de alta temporada por lá e fica cheia de turistas por todos os lados e bem agitada.
Bom, seja em qualquer estação do ano, aconselho a quem for ao Sul do Chile, não deixar de conhecer essa cidade linda, que encanta a todos que por ali passam.




Roteiro Pucón:

Chegamos em Pucón, por volta de 07:30 da manhã...sim, a viagem de Santiago a Pucon, leva em torno de 10h, mas não é problema algum, pois fizemos a viagem durante a noite e dormimos a maior parte do tempo.

DICA: Existem 3 tipos de assentos nos ônibus que fazem Santiago X Pucón / Pucón X Santiago, são eles: Semi-cama; Sálon-cama e Premium, escolhemos viajar no Sálon-cama, que é a classe intermediária, onde os assentos reclinam em torno de 160º, as poltronas são bem largas e há apoios para os pés e sem dúvida foi a melhor opção que fizemos, pois os assentos são bem confortáveis e conseguimos dormir a maior parte da noite, tanto na ida quanto na volta. O Premium é o assento que reclina totalmente e vira uma cama, mas não vi a menor necessidade, até porque este custa o dobro do valor do Salón-cama. O semi-cama é o mais simples dos assentos e custa bem mais barato. Posto fotos das poltronas, abaixo, para terem uma ideia do espaço do Salón-cama.






DICA: Compre as passagens de ônibus de Santiago para Pucón com antecedência, compramos um mês antes da data do embarque, pela internet na Turbus, sem o menor problema, só precisa apresentar no guichê da rodoviária, em Santiago, a impressão da compra, que eles te dão os tickets das Passagens. Percebi que os preços dobram, quando se aproxima a data da viagem, então não deixe de se programar e comprar antes, pois isso vai lhe gerar uma bela economia.

DICA: É fácil chegar em Santiago e ir para Pucón, pois há como ir de metrô até a rodoviária (Terminal San Borja e Terminal Alameda), é só descer na Estação Central, onde ficam as rodoviárias. Caso precise passar algumas horas em Santiago, antes de embarcar, há guarda-volumes, na rodoviária, que cobram 4.000 pesos, para guardar as bagagens até às 23h do mesmo dia.
Fomos andando até a Pousada, bem pertinho da rodoviária. 

Ficamos hospedados na Lounge Brasil Hosteria Boutique e lá chegando ainda não tinha quarto disponível, pois o nosso check in era só a partir de 14h, deixamos as bagagens e fomos dar uma volta pela cidade, tomar um café da manhã e conhecer um pouco de Pucón. A cidade é toda plana, andamos pela Avenida Bernardo O’ higgins, que é a principal da cidade onde há muitas lojinhas, cafés, restaurantes e agências vendendo pacotes turísticos, aproveitamos para agendar um passeio, pelos arredores de Pucón, pois o mesmo sairia por volta de 14:30 e, desta forma teríamos tempo de entrar no quarto e tomar um banho antes de sair. O passeio, incluía o transporte, com guia, durante 4 horas, pelos arredores de Pucón, pagamos 18.000 pesos, por pessoa, pelo passeio.
Bom, passeio fechado, café da manhã tomado, retornamos a pousada, por volta de 12:30h e nosso quarto já estava disponível, tomamos um banho e saímos para o passeio.







DICA: Caso queira chegar em Pucón e ter um quarto para chamar de seu, por conta do cansaço da viagem e tal, melhor pagar uma diária a mais e reservar desde a véspera, caso contrário, terá que andar e rodar pela cidade, até a hora do check in. Levando em consideração que chegamos às 07:30 da manhã e só conseguimos entrar no quarto às 12:30, é um bom período para ficar “vagando” cansado pela cidade, que é bem pequenininha. Uma outra opção é já deixar um passeio agendado antes de chegar por lá, esquecer o cansaço e aproveitar o dia, pois assim não se perde tempo “vagando” pela cidade e aproveita-se melhor a viagem.

Bom, pegamos o transporte para o passeio pelos Arredores de Pucón, que consiste em visita aos seguintes lugares: Ojos de Caburga, Lago Caburga e Laguna Azul e Termas San Luis, simplesmente imperdível, mesmo com chuva as paisagens são fora de série, inacreditáveis e o passeio foi sensacional, a única coisa que não gostei foi da Termas, onde nos levaram, no final e que está incluída no passeio, se chama-se Termas San Luis, é bem pequena, só tem 2 piscinas uma aberta e outra coberta, o atendimento é ruím e você é obrigado a colocar uma touca ridícula, que não pode tirar enquanto estiver nas piscinas, mas há agências que levam em outras Termas, que são boas, já ouvi bons relatos a respeito de outras termas por perto, só não gostei mesmo dessa em particular.









Retornamos a Pucón, já era noite e fomos procurar um restaurante para jantar e beber um vinho, no caminho, mais uma vez, pela Avenida Bernardo O’ higgins, nos deparamos com o restaurante El Fogon e gostamos muito das ofertas, que estavam em seus quadros de aviso na entrada. Eles possuem o Menu do Dia, que é super comum no Chile, que consiste em uma refeição completa, com bebidas (vinho, água ou refrigerantes), entrada, prato principal e sobremesa. A comida estava deliciosa e os preços dentro do normal, além de um ambiente aconchegante e bom atendimento.

DICA: todos os restaurantes, em Pucón, exibem em suas entradas, ofertas especiais, que não constam nos cardápios, como o Menu do Dia e outras mais, além do cardápio, assim fica mais fácil escolher onde comer. Na maior parte das vezes, escolhemos o que comer antes mesmo de entrar no restaurante.











No segundo dia, resolvemos conhecer, pela manhã, a Base do Vulcão Villarica. Chegamos lá e estava nevando bastante, mas logo parou e conseguimos aproveitar bem a Base do Vulcão, brincando de skibunda, na neve e apreciando as lindas paisagens geladas. Há um estacionamento na Base do Vulcão, onde o guia que nos levou, estacionou o carro, logo ali pertinho, em uma casinha de madeira, há uma lanchonete simples, mas onde há banheiros e podemos nos esquentar um pouco, deliciando um chocolate quente.
Pagamos 18.000 pesos, pelo passeio de 3 horas, já com todas as roupas impermeáveis; botas, calças, luvas e a prancha, do skibunda, incluídas neste valor.
Desta vez, fomos com um guia particular, excelente, que também é professor de ski e snowboard. Decidimos por não esquiar, mas se quiséssemos sairia bem baratinho, já com o transporte, roupas e equipamentos, além da aula, por volta de 30.000 pesos. Ficamos 3 horas por lá e voltamos para Pucón.











DICA: é extremante necessário o uso de roupas impermeáveis, para brincar na neve, esquiar ou mesmo andar por ela, pois quando ela está nova, fica bem fofinha e caso tente a sorte, sem o uso de roupas adequadas, vai ficar com as roupas bem molhadas, o que não é aconselhável em temperaturas negativas.
Retornamos da Base do Vulcão e fomos andar pela cidade de Pucón, para conhece-la melhor durante o dia, fomos a praia de areia negra, pois trata-se de areia vulcânica, por isso é chamada desta forma e fica à beira do Lago Villarica, muito linda e diferente de tudo que já havíamos visto. No verão há quiosques, cadeiras e diversas atividades náuticas no lago, como fomos no inverno, estava tudo fechado devido as baixas temperaturas.






Fomos até a Plaza de Armas, principal praça de Pucón, que ocupa todo um quarteirão, a praça é bem arborizada, tem alguns monumentos históricos e alguns banquinhos para sentar, vale a pena o passeio, lugar bonito e pacato, que rende boas fotos.






Saímos da Plaza de Armas e seguimos caminhando até o Cais de Pucón, onde há uma pequena praça, bem tranquila, a beira do lago Villarica e, como já estávamos com fome, voltamos para o centro gastronômico da Cidade, que fica na O’higgins e Fresia para procurar algo para comer.
Neste dia, comi o melhor Salmão da Vida, no Restaurante Ruka Pucón, pedi um Menu do Dia, sem muita pretensão, só mesmo para matar a fome e fui surpreendida por um salmão sensacional. De entrada foi servida uma sopa de legumes muito boa, o prato principal foi salmão com batatas rústicas e palta (tradicional creme de abacate salgado do Chile) e de sobremesa um crepe que depois do Salmão espetacular, ficou meio sem graça...rs. O melhor de tudo, foi o preço, o Menu do dia, custou 5.500 pesos, em torno de R$ 30,00.









DICA: sobre a Palta, é importante saber que o Chileno come tudo com isso, então caso não goste de abacate, é bom ficar ligado e pedir para não colocarem. Tudo é tudo mesmo, colocam nos sanduíches, pratos, usam como um creme para dar sabor a determinadas comidas, usam como molho, ou seja, tudo tem a tal da Palta. Acredito que valha a pena experimentar, antes de recusar, pois mesmo eu, que não gosto de abacate, gostei da Palta, é bem diferente de tudo que já havia comido, não parece nem de longe, com qualquer tipo de comida de abacate, que já havia experimentado antes, é bem gostoso. Então, antes de dizer não, experimente, pois vale a pena, além de ser tradicional no Chile.

Bom, neste dia também tive o prazer de experimentar um dos melhores doces que já havia comido na Vida, foi o Volcano, que é um chocolate em forma de vulcão recheado de muito doce de leite, simplesmente perfeito! Comprei no Cafe de la P, que é um café, bem caro, mas sensacional, onde tudo é delicioso, no fundo da loja tem uma parte onde vendem chocolates por peso e onde encontrei o tal do Volcano, simplesmente perfeito! Não deixem de conhecer esse café!



No terceiro e último dia em Pucón, resolvemos conhecer as Termas Geométricas e entendemos o motivo dela ser tão conhecida. Fica bem longe da cidade e mesmo assim é muito frequentada pelos turistas. São 17 piscinas de águas termais, que variam entre 35º e 45º, em um lugar maravilhoso cercado por árvores, com sua estrutura na cor vermelha, em madeiras, há várias pontes interligando as piscinas e no final, há uma grande cachoeira. O passeio custou 35.000 pesos, em torno de R$ 175,00.
O lugar é lindo e tem um restaurante com uma estrutura mediana, tem comidinhas, pizzas, sanduíches, sucos e cafés bem gostosos, mas sem muita variedade.










DICA: ao chegar lá, cada pessoa ganha uma toalha, que será a única que terá, ou seja, ela fica encharcada após se secar saindo de cada piscina, por isso, caso haja possibilidade, aconselho a levar mais uma na mochila para que possa se secar no final, quando for trocar de roupa para ir embora. Existem umas cabines vermelhas, com uns armários, onde você poderá trocar de roupa e guardar suas roupas e pertences, porém precisará de cadeado para trancá-los. Normalmente a empresa de turismo que contrata, fornece estes cadeados e você os devolve na volta, porém, caso vá por conta própria, leve os cadeados, pois será bem mais caro alugar os cadeados nas Termas.
DICA: na piscina de 45º não é aconselhável passar mais de 10 minutos nela, pois sua pressão pode cair e você desmaiar, devido a ata temperatura da água, então não abuse e não extrapole esse tempo para que não haja nenhum inconveniente, que possa atrapalhar sua viagem.

Outros restaurantes em Púcon:

-Cassis – tem lanches rápidos, comidinhas e muitas opções doces, muito bem recomendado;
-La Maga – para comer a famosa Parrillada, é um restaurante Uruguaio e com preços salgados, mas a carne é excepcional;
-La Marmita – foi indicado para comer fondue, porém não estava aberto no dia da semana em que o procuramos.

Bom, dessa forma, fecho por aqui meus relatos a respeito de dias inesquecíveis que passamos no Chile. Abaixo, deixo os contatos dos serviços utilizados em nossa viagem, caso tenham alguma dúvida, sugestões ou precisem de alguma informação que não conste no blog, fiquem à vontade em perguntar, que sempre que possível, responderei.

Espero que tenham gostado das dicas e façam uma excelente viagem ao Chile!

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